O Significado dos Símbolos
As Potencialidades da Utilização de
Símbolos
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Este folheto destina-se a instituições, professores, pais e educadores que desenvolvam actividades com crianças e adultos com dificuldades de aprendizagem, e que possam reconhecer as potencialidades da utilização de símbolos no seu trabalho.
Procuramos explicar o que são símbolos, como podem ser úteis e como identificar as principais questões relacionadas com a utilização de símbolos.
Este folheto pode ser fotocopiado, desde que com conhecimento do seu autor.
Ficha Técnica
Versão original: ã 2000 Widgit Software Ldt
Composição e edição: Cnotinfor, Lda.
Tradução e adaptação para português: Patrícia
Correia e
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ã 2000 Widgit Software Ltd Tel: 01926 885 303 Fax: 01926 885 293 Email: sales@widgit.com Internet: www.widgit.com |
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ã 2002 Cnotinfor, Lda Trav. Av. Mendes Silva,
Edifício Vale Flor, n.º 39 – escritório i 3030-199 Coimbra Tel: +351 239 704 536 Fax: +351 239 704 691 Email: info@cnotinfor.pt Internet: www.cnotinfor.pt |
Conteúdos
1. Símbolos:
A Quem Podem Ajudar?
3.3.1. Grelha
ou “Janela de Envio” no Ecrã
3.4. Como Auxiliar ao Texto
Comum
4. Que Tipos de Símbolos Existem?
5.1.2. Símbolos
Representativos
5.1.3. Símbolos
Ilustrativos – traduzem conceitos abstractos
5.1.4. Símbolos
Abstractos – necessitam de explicação-
6. Alargar o Significado e Representação dos Símbolos
7. Conjuntos de Símbolos e Utilização de Símbolos Próprios
8. Informação Acessível: Criar Escrita com Recurso a Símbolos
9. Literacia com Recurso a Símbolos
9.2. Auxiliar o Desenvolvimento
Inicial da Linguagem
9.2.1. Correspondência
de Símbolos e Reconhecimento da Letra Inicial
9.2.2. Reconhecimento
e Compreensão de Símbolos
9.2.3. Fazer
Opções e Expressar Opiniões
10. Material Apropriado para a Leitura
11.1. Alguns Exemplos de
Utilização
11.2. Compreender Direitos e
Responsabilidades
11.3. Informação Acessível: um
Aviso
O Significado dos Símbolos
Desde há muito, os símbolos têm sido utilizados para melhorar a comunicação de pessoas com dificuldades físicas e/ou de aprendizagem, através de livros e de quadros de comunicação.
No entanto, só recentemente a utilização de símbolos se revelou como uma ferramenta essencial para o ensino, um auxiliar de aprendizagem e como um contributo para a independência dos seus utilizadores.
§ Crianças até aos 6 anos, que ainda não utilizam a linguagem escrita – podem começar a ler ao reconhecer e ordenar imagens para comunicar ideias.
§ Crianças com dificuldades de reconhecimento de palavras, soletração ou compreensão, ou que simplesmente necessitem de motivação para escrever – podem ser estimuladas e auxiliadas através das imagens, dos símbolos e do som (por exemplo, crianças com dislexia).
§ Adultos e jovens com dificuldades de aprendizagem – podem utilizar símbolos como forma de acesso à leitura e à escrita, adquirindo assim independência e autonomia.
§ Pessoas que utilizam sistemas de comunicação aumentativa e alternativa (CAA) como recursos normais de comunicação.
O acesso à informação por parte de pessoas de diferentes culturas e com diferentes capacidades é, cada vez mais, um tema em destaque nos nossos dias. É vulgar encontrarmos documentos escritos em várias línguas e é também comum a preocupação em tornar a informação igualmente acessível a pessoas com dificuldades de aprendizagem.
Por outro lado, também para pessoas que não lêem ou que dominam pouco a leitura, tem sido necessário proporcionar meios para transmitir informações através de formas gráficas de mais fácil compreensão.
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Uma das formas de poder tornar a informação mais acessível é colocar símbolos junto do texto escrito.
No nosso quotidiano, a utilização de símbolos é já bastante comum, por exemplo, nos aeroportos, onde é frequente a presença de pessoas estranhas à língua do país onde se encontram.
Nas escolas, há vários anos que a utilização de símbolos ilustrados tem constituído um auxiliar para crianças com dificuldades de comunicação e de aprendizagem. Também a nível da Educação de Adultos, o uso dos símbolos revelou-se um instrumento de facilitação do acesso à informação, à aprendizagem e à auto-expressão.
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A importância da ilustração como ferramenta de apoio à leitura e à escrita, sobretudo para crianças que estão a aprender a ler e escrever, é um dado adquirido. |
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Ao visualizar a palavra junto da imagem, o leitor certifica-se mais rapidamente do conteúdo da palavra e, consequentemente, torna-se mais confiante.
O incremento da utilização do símbolo tem sido significativamente influenciado pelo advento do software de símbolos.
O software Escrita Com Símbolos tem constituído para muitas escolas, instituições, professores e educadores um instrumento de grande utilidade para a criação de novos materiais, bem como para a utilização de formas de escrita úteis para finalidades de vária natureza.
Existem já vários sistemas de símbolos muito completos, que abrangem um vasto vocabulário e uma ampla série de significados. O Escrita Com Símbolos vem alargar o seu leque de finalidades, adicionando-lhes flexibilidade e facilidade de utilização.
No Reino Unido, muitos colégios e escolas recorrem regularmente aos símbolos nos seus currículos, para facilitar o acesso à aprendizagem por parte de alunos com dificuldades de compreensão do texto.
Como consequência, as novas gerações, emergem já numa cultura de “literacia simbólica” e que esperam continuar a utilizar no futuro como um meio de comunicação.
As gerações anteriores, que há alguns anos deixaram o sistema de ensino, estão menos familiarizadas com a linguagem simbólica.
No entanto, os novos contextos onde agora se inserem (instituições, centros de dia, lares, hospitais, colégios) podem constituir, igualmente, excelentes oportunidades para a utilização dos símbolos como instrumento de aprendizagem e como de incremento de autonomia e independência.
Como meio de comunicação, os símbolos podem apresentar-se na forma de Livros de Comunicação, Auxiliares de Comunicação, rótulos e etiquetas, auxiliares de opção.
Por exemplo, um senhor que sofreu uma doença súbita recorreu a um Livro de Comunicação para o ajudar a dizer palavras que não recordava o significado correcto. Bastava-lhe apontar para o símbolo correspondente que, por sua vez, trazia um pequeno texto explicativo para o seu receptor poder ler. Com este livro, podia comunicar sem dificuldade.
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Nas Instituições de Adultos (centros de dia, lares, residências), os símbolos são utilizados para indicar informações do dia-a-dia: ementas, horários, lembretes, etiquetas, planos de actividades, listas de compras, indicações de percursos. |
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Em empresas e organizações, os símbolos podem ser igualmente úteis para comunicar informações importantes a todos os membros ou trabalhadores. |
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As pessoas que estiverem a
vender bandeiras e panfletos devem dirigir-se às caravanas da organização às
11.00 h. |
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Existem várias formas de utilizar os símbolos como fonte de informação:
§ Ilustrar um texto informativo de grandes dimensões com um ou dois símbolos que ajudem a sugerir o significado da mensagem.
§ Utilizar símbolos para ilustrar todas as palavras-chave do texto, de maneira a que os leitores adivinhem o seu significado.
§ Atribuir um símbolo a cada palavra da mensagem, quando exista uma grande familiaridade com a utilização de símbolos.
Cada vez mais, os utilizadores de símbolos podem “escrever”. O software de símbolos permite ditar a um tutor que escreve no computador, ou seleccionar símbolos a partir de um conjunto predeterminado numa grelha.
Esta segunda opção dispensa um tutor, no entanto, o vocabulário disponível é mais restrito. Em ambas as hipóteses, o utilizador pode voltar a ler o que “escreveu” e sentir-se, deste modo, mais confiante e seguro relativamente aos documentos produzidos.
Os alunos que não conseguem escrever textos nem usar o teclado, podem seleccionar símbolos dentro de uma sequência. Desta forma, é possível “escreverem” diversos materiais como cartas, listas, etc.
Existem três maneiras de auxiliar estes alunos a criarem os seus próprios materiais escritos:
§ Grelha ou “janela de envio” no ecrã
§ Teclados de conceitos
§ Tutor
O Escrita Com Símbolos permite utilizar uma ou mais listas ou frases de símbolos no documento que se pretende escrever. O conteúdo da “janela de envio” pode ser adicionado ou corrigido muito facilmente e o utilizador pode introduzir novas palavras ou ideias, à medida das suas necessidades.
A desvantagem da “janela de envio” é o facto de ocupar grande parte do campo visual disponível, o que limita o número de símbolos visíveis no ecrã. No entanto, como as janelas são electrónicas, a janela visível pode ser alterada ou substituída por outra, bastando seleccionar uma célula da grelha.
Esta é a forma mais flexível de escrever através da escolha de símbolos. O programa permite ainda utilizar o teclado normal simultaneamente com a “janela de envio”.

Um teclado de conceitos pode ser utilizado ao mesmo tempo que um teclado convencional e contém células que podem ser programadas com mensagens de texto e/ou imagem. Estas são enviadas para o computador quando a lâmina é pressionada.
A sua vantagem reside no facto de os símbolos e as células serem grandes, permitindo o acesso de utilizadores que não consigam manipular o teclado normal, o rato ou um interruptor.
Pode ser também um excelente ponto de partida para auxiliar pessoas com dificuldades na escrita.
Por exemplo, a Daniela é uma criança com necessidades educativas especiais que nunca tinha visto ou utilizado símbolos anteriormente, mas conhecia a grafia dos seus amigos, e desejava muito poder escrever também. Com recurso à visualização de símbolos num teclado de conceitos e com a explicação gestual de alguns símbolos como “eu gosto” e “amigo”, ela começou a escrever. Primeiro, escolheu “eu gosto”, depois adicionou a imagem da torre de Universidade de Coimbra, que tinha visto no dia anterior. De seguida, a Daniela pesquisou símbolos e imagens relacionados com dança e música, pois lembravam-lhe uma festa do dia anterior.

A Daniela utilizou uma lâmina para cri